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sábado, dezembro 06, 2008

Um Conto de Natal

Porque é que há uma estrela no topo das árvores de Natal?

Os restantes poetas aqui do tasco provavelmente já conhecem a história. Todos os anos alguma mente menos esclarecida pede-me que partilhe com ela esta encantadora história que um dia se terá passado algures no Pólo Norte.


Este ano, pleno de visão, sabedoria e bondade, como sempre, decidi antecipadamente partilhar este singelo conto que narra a origem a da tradição de se colocar uma bonita estrela no cimo das árvores de Natal.


"Reza a lenda, que, num dia como tantos outros, o Pai Natal acordou e preparou-se para sair para o trabalho, como todos os dias. Lamentavelmente, o sr. Nicolau teve foi subitamente vencido pela gravidade e caiu redondo no chão ao sair da cama. Infelizmente para ele, o esquentador avariou durante a noite e o simpático velhinho teve que tomar o seu banho matinal em água gelada. Para ajudar à missa, ao pequeno-almoço não teve muito mais sorte: deixou queimar as torradas e entornou o leite.

Já levemente mal-disposto, o Santa saiu para a fábrica das prendas como habitualmente. Com a pressa, teve que acelerar um pouco mais e foi apanhado GNR lá do sítio (as renas só saiem em ocasiões importantes. No dia-a-dia o Pai Natal conduz um Honda Civic rebaixado). Chegado à fábrica, mais problemas: uma avaria grave na linha de montagem ameaçava atrasar irremediavelmente toda a produção de brinquedos e como se isso não bastasse, um problema no multibanco atrasou o pagamento da conta do telefone e a PNT (Pólo Norte Telecom) mandou cortar-lhe a linha.

Com a produção parada e da maneira que o dia lhe corria, o Pai Natal resolve vir para casa mais ainda antes do meio-dia para descansar um pouco. Lamentavelmente, desta vez foi a embraiagem do Civic que entregou a alma ao Criador e o desgraçado do homem não teve outro remédio senão chamar a assistência em viagem e ir de táxi para casa.

Chegado mais cedo que o habitual, tem mais um "simpática" surpresa à espera: a Mãe Natal estava num alegre "forróbódó" com um dos duendes. Gritos, objectos pelo ar, muita confusão, o Pai Natal pôs a Mãe Natal fora de casa. Um homem com "eles" no sítio.

Terminada a confusão, Nicolau resolve sentar-se um pouco no sofá a ouvir música e pensar na vida. Só que assim que ligou o seu novo surround, tocam à campaínha. Tocam e continuam a tocar e voltam a tocar... Irritado, levanta-se de repente para ir à porta só que, com toda aquela precipitação, tropeça no sofá, cai por cima do sofá, esmurra-se todo... Finalmente começa a descer as escadas para ver quem tocava tão frenetica e irritantemente à campaínha mas falhou um degrau e contou as escadas todas com a testa.

Ferido, esmurrado, ensanguentado, colérico e prestes a ter um ataque, o Pai Natal abre a porta de supetão e encontra do outro lado da porta uma estrela todo cintilante com um pinheirinho ao ombro que lhe pergunta:

- Pai Natal, mandaram-me entregar-te este pinheirinho. Onde queres que o meta?

- OLHA, SABES QUE MAIS?! METE-O NO..."


Bem, terá sido mais ou menos isto que se passou nesse dia, algures no Pólo Norte.

A estrela terá seguido a ordem do Pai Natal e desde então podemos encontrar uma bonita estrela, bem no topo de qualquer árvora natalícia.

Um santo Natal para todos.

sexta-feira, outubro 03, 2008

8 meses menos 17 dias

Andei as vasculhar os bafientos arquivos deste pedacinho esquecido da Web e reparei que no próximo dia 20 este blog completa a trés jolie idade de 8 mesinhos. Não é uma idade com a pinta de uns 30 anos, 9 semanas e meia ou mesmo 1 hora e 30 minutos mas tem o seu quê de encantador. Quase que dá para ter um filho nesse tempo. Aqueles que, fruto da imensa alegria sentida causada pela criação deste blog, sentiram uma súbita necessidade de cumprir a nobre missão de perpetuar a espécie humana poderão ter o rebento conseguido no seio de tanta alegria em seus braços dentro de sensivelmente um mesinho apenas. Se ensinarem o petiz a andar rápidamente, ainda poderá vir às monumentais comemorações do primeiro aniversário da Loja das Gomas (cujo programa será anunciado brevemente). Por essa altura, esperemos que já ele seja um assíduo leitor deste ilustre estaminé.

Infelizmente, este é busílis da questão: ler o quê? Quem cá vier ficará rapidamente com a (errada) sensação de que os autores deste blog (nos quais eu, curiosamente, me incluo) tem realmente algo de importante e, eventualmente, produtivo a fazer para além de manterem actualizados os seus entrepostos de informação. Ora, nós aqui na Loja das Gomas não queremos que ninguém se sinta defraudado e, como tal, teremos que corrigir rapidamente essa situação e mostrar os desocupados que verdadeiramente somos. Sendo assim, é altura de alguém dar um murro na mesa (mas devagarinho, que há gente a dormir e não queremos acordar ninguém) e tratar de mostrar rapidamente a verdadeira razão de existir deste blog, a razão que levou a que houvesse tanta polémica em torno da escolha do nome deste blog (recorde-se que nos idos de Fevereiro de 2008 a Loja das Gomas, ainda sem existir, entrou directamente para os anais do Guiness por ser o primeiro blog cujo tempo de escolha do nome foi superior à duração da vida de outros blogs, nomeadamente... não me recordo de nenhum mas certamente que os há).

Novidades virão aí muito brevemente, isto na semana em que o Apúlia recebeu esse tão ilustre convidado, conhecido em todo mundo da bola e em parte no mundo da sueca, que é o Grupo Desportivo do Louro para apadrinhar a entrega do prestigiado Prémio Capitão Moura ao não menos ilustre Visconde da Apúlia.

Um grande bem-haja para todos.